Feedback: que bom!

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Assim como a formação, a experiência e os relacionamentos podem turbinar uma carreira. O feedback, quando bem aproveitado, também se configura como uma poderosa ferramenta de desenvolvimento profissional.

Porém, para que ele possa surtir o efeito desejado, ou seja, transformar-se em aprendizado, proporcionar o autoconhecimento e, dessa forma, contribuir para uma performance superior, é necessário que o profissional adote um valioso padrão mental: reflita, avalie e tire proveito de toda a informação passada nesta ocasião, independentemente de quem tenha partido – seu superior, colega de trabalho, cliente ou fornecedor.

Esse padrão mental, comum a profissionais de alta performance, apresenta três vantagens: ameniza os efeitos negativos dos sentimentos relacionados ao recebimento de feedbacks, tais como de inferioridade, injustiça, rejeição, perseguição, indignação, medo, opressão e até de desconfiança, no caso do conteúdo trazer um elogio; reduz a possibilidade de reações de fuga, defesa, desprezo e desequilíbrio bloquearem a atenção às informações recebidas; posiciona o feedback como, de fato, deve ser – um processo de desenvolvimento, e por isso, isento de uma classificação positiva ou negativa.

Por outro lado, existem várias crenças que impedem a reflexão e a avaliação assertiva sobre o que foi dito no feedback e, por consequência, minimizam as oportunidades de aprendizado e boicotam o crescimento. Três das crenças mais comuns são: “receber feedback é ruim, faz parte do rol das angústias corporativas”. Na verdade, o que o torna menos prazeroso do que aprender, por exemplo, nas aulas de MBA, é que o conteúdo advindo dele pode trazer informações que não condizem com o autorretrato que fazemos a respeito do nosso desempenho e isso é desconfortável.

Uma segunda crença é negligenciar o feedback recebido em função da fonte e da forma como foi transmitido. O crédito à informação obtida deve estar atrelado aos fatos e não à pessoa, circunstância ou tom de voz. Nesse sentido, vale lembrar que, no meio corporativo, há muitas profissionais sem o devido preparo técnico e emocional para dar feedbacks.

Outra crença, e esta particularmente pautada pelo orgulho, diz respeito a pensar que não é preciso valorizar os feedbacks recebidos porque se tem muita experiência e bom nível de formação, pela posição ocupada na empresa ou ainda pela grande responsabilidade e conhecimento sobre o que está sendo feito.

Confira algumas dicas para se fazer bom uso do feedback:

1 – Delete as crenças que impedem o aprendizado advindo do feedback. Se a mensagem dada não estiver clara, demonstre sincero interesse e peça exemplos para facilitar o entendimento.
2 – Reflita sobre ele, preferencialmente fora do local de trabalho.
3 – Escreva seu conteúdo em forma de tópicos. Isso facilita a filtragem das emoções e o processo de avaliação.
4 – Avalie cada tópico sob a ótica do seu desenvolvimento e objetivos profissionais e promova as mudanças.

Ao receber um feedback, você estará diante de duas possibilidades: negligenciar e continuar na mesmice ou tirar proveito dele e se posicionar como um profissional de alta performance e protagonista de sua carreira. Pense nisso!

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